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sábado, 9 de abril de 2011

Santos irmãos.











Ocorreu um fato interessante que me fez refletir; no meu local de trabalho eu coloquei no papel
de parede do meu computador, uma foto do papa João Paulo II,
pois o admirava muito, e não me resta duvidas da sua santidade, no entanto admiro com a mesma euforia o papa Bento XVI. E notei que muitos que chegavam e viam, se recordavam de João Paulo com muita alegria e emoção, so que quase que obrigatóriamente eu ouvi: "Que Deus me perdoe, mas o atual não é assim, não tem essa simpatia" ou " desse eu gostava, mas o atual, não consigo gostar".
Não que não haja diferença, não tem como não haver, se não ouvesse ele não se chamaria Bento XVI, e sim João Paulo II. Mas eu prefiro acreditar que esse pensamento vem por não conhecer de verdade, apenas o ouvir falar ou talvez até pela aparencia timida do papa Bento.
Pois se alguem aqui conheceu ambus, atravez dos escritos e testemunho de vida, sabe que se tratam de santidades edificantes. Claro, cada com seu jeito, como é na vida real, ou não? Ou porque minha avó era uma ótima pessoa e minha mãe é diferente dela, minha mãe não pesta?
Um falava pelo gestos fervorosos e afetuosos, pela superação da saúde, outro apresenta Cristo com as palavras, com a simplicidade do jeito envergonhado, ambos servos do Senhor, sucessores de Pedro e santos.
Antes de morrer, pouca gente sabe, mas nosso saudoso João Paulo , mandou chamar seus colaboradores mais intimos,e um deles era o então cardeal Joseph Ratzinger, futuro papa, ele era quem celebrava as grandes solenidades,confiado pelo santo padre, que enfermo ao seu lado apenas concelebrava.
E por mais que se separem as opniões a respeito de um e de outro, são dois irmãos, o mais velho partiu e deixou o mais novo em seu posto.

Senhor, abençoai o Santo padre, para que firme no comando da vossa igreja, continue a fazer a Vossa vontade; e permanece Senhor e nos mandar santos pastores e dignos ministros. Amem!




Por: Miguel Neto.



terça-feira, 5 de abril de 2011

Posso não crer?


Neste sábado (26) umas das crianças, que se preparam para a primeira eucaristia, me perguntou: “Tia, agente pode viver sem crer em nada? Sem religião, sem ir à missa?”. Na medida em que procurei entende-la, na verdade responde-la, notei que o seu questionamento veio da percepção que ela teve perante as pessoas que a cercam, dos programas de televisão que mostram como é bom (?) viver sem crer – viver sem responsabilidades -, e em sua cabeça isso poderia não se encaixar.

Então, como é viver sem crer? Posso dizer que não menti para ela, e afirmei que isso pode acontecer e que não é “proibido”. Principalmente por que nossa vida é um “livro em branco” e nós escrevemos nele o que acharmos melhor, da maneira como preferirmos. Entretanto, não escondi dela e nem irei esconder de vocês minhas convicções sobre o assunto.

Existem pessoas que passam toda sua existência vivendo como desejam, fazendo tudo a sua maneira, olhando ao redor e achando que tudo termina aqui, e que ao final não existia propósito algum para a sua vida, mas sentem um vazio enorme, uma sensação que nenhuma farra, saída com amigos, namoro ou família possam preencher. Pois, PROCURAM ocupar a vida sem sentido verdadeiro.

Esse sentido real é Deus. Então, somos de Deus. Se Ele nos fez, se nós sentimos a falta dEle e precisamos dEle, só pode ser por falta de coragem de se comprometer, que nós não O procuramos. Sabe, aquela irresponsabilidade adolescente, que muitos adultos carregam, e que a televisão faz questão de mostrar em todos os horários? Ela é o motivo para o querer não se comprometer com nada, para a falta de vontade de assumir o Deus tão bom.

Deus nos chama o tempo inteiro, então como conseguir viver sem alguém que nos fez? Como conseguir viver sem crer nEle? E por mais que pareça, nossa fé não é só sentimento, é também razão, responsabilidade e comprometimento, é a entrega por inteiro. Por isso, nós não vamos à igreja só para encontrar conforto, ou para preencher esse vazio. Sei que pareço contraditória, mas entendam. O vazio, esse sentimento de falta, é o que nos alerta a procurar o Deus que nos quer bem. Coloquei acima um aspecto do que sentimos sem ele – vazio -, pois Deus, não é uma forma geométrica que se encaixa no espaço coerente. Posso lhe dizer que, Deus e a igreja nos traz a visão limpa da realidade da sociedade.

Não venha dizer que tudo o que falei e o que a igreja prega, te faz bitolado, alienado – quem faz isso é o mundo - Deus te mostra os dois lados da moeda, como um pai que te faz ver o lado positivo e negativo de tudo, mas que deixa você fazer as escolhas.

Por isso, repito, pode viver sem crer, não é proibido. Mas é sempre bom, enxergar tudo através de uma visão realista da sociedade. Então, fiquem atentos ao vazio, Deus não se encaixa nele, Ele o dissipa. Mas quem escolhe é você!

Boa semana!

Por: Irene Cavalcante

domingo, 27 de março de 2011

Penitência do olhar.


Nesse período da quaresma a igreja nos propõe a penitência da visão, através de práticas comuns em muitas igrejas, de na 5ª semana da quaresma, se colocar panos roxos sobre imagens,crucifixo, e ainda a falta de flores, se conservando em tudo a sobriedade. No entanto pouco é entendido a respeito, pensa-se que é apenas para mostrar luto, ou tristeza, coisas do tipo, mas quando os padres citam a penitência da visão eles se referem ao que no fundo a igreja quer com isso, e onde está isto no nosso dia-a-dia.

O engraçado é que quando reparamos, parece até meio sem importância, mas não o é.O que pensamos quando se reflete sobre este tema de mortificação do olhar? "Ahh! não se pode olhar pornografia", por exemplo, e nos esquecemos do mais simples e por isto mais perigoso, o olhar que alimenta a mente e na maioria das vezes faz com que se procure pornografia. “Aquele olhar que todo mundo sabe, aquele que ‘mostra a masculinidade de um homem’ nos dias atuais, o de olhar para toda e qualquer mulher que passe” arrancando um pedaço como se diz. Aí você pode pensar: “Mas não tem como não olhar. Todo mundo faz. É de lei”. E por ai vai. Tem razão que não tem como não reparar, mas eu me lembro que um padre uma vez disse numa homilia: "não se pode passar por uma moça bela e dizer que ela é feia", no entanto se olhamos mais do que isso, e a nossa mente imaginar mais do que isto, o que é uma besteira começa a se tornar pecado. Começa? É começa, porque nessa história de ser banal, é que as pessoas terminam se acostumando e colocando como obrigação olhar, imaginar e alimentar... E isto é pecado!

O que a igreja sugere nesse tempo, é muito mais que uma privação de olhar o que é bonito. É na verdade, assim se privando, procurar ir sanando essa necessidade, nos desacostumando para daí ajudar cada um a crescer, porque o mais afetado sem duvida é o que olha, pois se alimenta de algo que não o levará a lugar algum. O alimento para nós é essencial á vida; se somos necessitados de alimentos, somos dependentes, logo, somos escravos, viciados; enfim, tudo que é vicioso é pecado. E por ultimo, mas não menos importante, esse tipo de problema é unissex. O que mais se fala é do lado masculino, no entanto as mulheres, que estão procurando se igualar aos homens (isto é bom por um lado), estão também a procura das nossas mazelas, e infelizmente se mostram iguais nisto também.Escrevo, não como quem venceu, mas como aquele que também luta para vencer este pecado.

Escrevi também inspirado pelas palavras do papa Bento que diz em seu livro Jesus de Nazaré: “O Senhor fala do não-conformismo com o mal, como um modo de protestar contra o que todos fazem, principalmente de mal, e que se impõe aos indivíduos como modelo de comportamento”. Boa e Santa quaresma.

Por: Miguel Neto

quinta-feira, 24 de março de 2011

Quaresma.



Esse tesouro da igreja que nos é proporcionado todo ano,para que nos preparemos bem para a Santa Páscoa, é mais do que um período de proibições, é um período de auto conhecimento.
Quaresma, do latim, significa: quadragésimo dia; e há uma antiga expressão que diz: “daqui” a quarenta dias, Deus irá morrer por nós. Esse tempo de pouco mais de quarenta dias, é acompanhado de uma expectativa. Trata-se , diferentemente da do natal - que seria como de uma mãe gestante - , de uma esfera reflexiva e sóbria, sem as luzes e enfeites como no natal. E esta sobriedade, deve não nos fazer sofrer, mas pensar, refletir.
Um exemplo, é a via sacra: dolorosa e, no entanto com fim glorioso, um ato piedoso que nos faz enxergar o limite máximo visível do amor de Deus, que é amor infinito; e a partir da participação dela, identificar, a nossa pequenez e miséria, voltando nossas prioridades, para a mudança interior ; e a partir daí converte-la em atos, como caridade fraterna e esmola.
Esse tempo, nos convida ainda, a estarmos mais atentos aos sinais que Deus nos mostra; a estarmos com nossos olhos fixos nele, e fitá-lo na paixão de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
Uma Santa e piedosa Quaresma a todos.

Por: Miguel Neto

sábado, 5 de março de 2011

"Liberdade de Pensamento"


Esse texto eu escrevi, dado um fato que ocorreu na UFAL, Universidade onde eu estudo coisa freqüente por lá; e antes de se exaltar saiba que não tenho nada contra quem possa ser comunista, desde que não queira com isto me obrigar a ser, principalmente se não tiver argumentos cabíveis, sou da parte que deixa cada um ter sua opinião, diferente da minha ou não.

Interessante como os movimentos e as idéias de esquerda, que cresceram e tomaram voz no Brasil na ditadura, na época lutando por liberdade e democracia, se comportam nos dias atuais. Ontem eu me deparei com uma situação curiosa, onde ficava claro essa minha idéia, a que irei expor a seguir.

O pensamento verdadeiro destes que se dizem democráticos é que: “Ahh! Liberdade de expressão deve existir desde que seja para que, nós (eles) possamos propagar o comunismo, ou o que quer que seja relacionado a isso com outro nome; mas quando se fala de qualquer coisa contrária como religião, por exemplo, nós (eles) não concordamos de forma alguma, isto é um absurdo, você é um tolo... “, engraçado né? “Ahh! Mas nós (eles) não suportamos os cristãos protestantes, que entram nos ônibus querendo nos converter de qualquer modo, como se nós fôssemos obrigado a acreditar no mesmo que eles...”, justo não?

E nós cristãos, os de outras religiões ou de outras ideologias, que de verdade somos obrigados a ter, e ainda aceitar professores, em sua grande maioria comunistas, que nos impõem (agora sim, de verdade) sua ideologia e forma de pensar; esses “altamente” inteligentes, e convictos do que querem [diferente de nós como eles mesmos falam, (já por ai mostrando sua democracia)] não podem em uma prova de filosofia por exemplo, aceitarem uma opinião divergente da corrente defendida por eles, nós(qualquer aluno) somos obrigados a escrever o que eles gostam de ouvir e não o que pensamos, bem democrático sim?

Essas pessoas por incrível que pareça se acham as mais democráticas possíveis, mas não se dão conta que a sua democracia é tão fajuta que antes de pronunciá-la, já percebemos sua falsa liberdade de expressão. Com tudo isso, eu terminei me lembrando de Cuba e de Fidel..., mas esqueçam isso é devaneio, não tem nada a ver.


Por: Miguel Neto

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Peregrino do AMOR







Quanto já me emocionei ao ouvir a sua voz
Quanto já chorei ao ver o que escreveu a nós
Pregou com tua vida e fez a Igreja assim crescer
O mundo deu perseguições e Deus te deu consolações
O teu amor embriagou com o mundo
Fez a tantos jovens mergulharem mais fundo

Refrão:
És o Peregrino do Amor
Buscou os jovens com tanto ardor
Ninguem jamais andou por tantas terras
Nem levou a paz a tantas guerras
Tentaram até calar a sua voz
Em troca revelou o Céu a nós
O Mendigo do meu Senhor
Por isso que eu te sigo
Peregrino do Amor

Olhando tua Agonia só posso imaginar
Que a própria Virgem Maria Veio te buscar
Com os anjos te levou ao mais lindo lugar
E todos os Santos lá estavam a te esperar
Foi por ter buscado a tantos jovens
Em tua paz tua juventude veio a ti

Refrão

Tao grande era a força do teu ver
Até os maus vieram e te buscaram tambem

És o Peregrino do Amor
Buscou os jovens com tanto ardor
De tuas fraquezas não nos fez segredo
E deu a ordem pra não termos medo
A Fé não está no corpo que se inclina
Mas está na alma do que crê
Eu creio que és o nosso intercessor
por isso que eu te sigo
peregrino do amor

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Saudade = Vontade + Limites = Momentos Melhores



É, esta ai um assunto que me chamou muita atenção. Estava dando uma olhada na prova do INSS-2005, e um dos textos da prova de português, falava sobre os diversos tipos de SAUDADE. Isso mesmo, tipos de saudade. Até o momento, para mim saudade não tinha tipo, era simplesmente saudade, um sentimento que se sente, quando você não tem mais algo ou alguém e lembra do que já viveu, do que já passou, dos momentos bons com esse alguém ou algo. Como diz a música "Saudade" do Diácono Nelsinho Corrêa, - Só se tem saudade do que é bom-.
Mas significados a parte, pude notar ao ler o texto, que realmente, a nossa juventude, adquiriu diversos tipos de saudade, que levam a responder alguns tipos de problemas adquiridos. E eu escolhi duas em especial, que é a saudade do que não viveu e a saudade do recente.
Isso mesmo, quem aqui, nunca pensou ou falou que queria viver na época de seus pais, onde tudo era mais tranquilo, sem tanta violência. Nós ouvimos nossos pais, tios e até avós comentando, que na juventude, eles iam e voltava de bailes de carnaval, aqueles com máscaras e tudo, a pé, de madrugada, sem nenhum perigo à correr, tinham turmas de amigos onde todos se respeitavam, e a brincadeira era o lema - que saudade desse tempo que não chegou até nós-. Ai você me pergunta, mas não existia drogas ou brigas? Sim. Claro, isso tudo não é de agora. Mas quem se metia com essas porcarias, era simplesmente taxado de otário, de idiota, as meninas não se sentiam atraídas por menininhos que se diziam descolados dessa maneira - o descolado era quem tinha uma lambreta - e hoje, o mundo está tão conturbado, que drogas, brigas, violência, preconceito, virou sinônimo de Gente Bacana!- Que pouca vergonha esse mundo!
Agora eu me pergunto, por que tudo isso mudou? O mundo perdeu o freio, os limites. Naquele tempo, os pais podiam não saber em exato onde os filhos estavam, mas ficavam tranquilos. Hoje, os pais sabem onde eles se encontram, e por isso, não dormem direito à noite.
O mundo se tornou um lugar onde passar por ele virou uma aventura, de filme de terror, e não como antes de filme de comédia romântica, onde tudo era bonito e terminava BEM no fim!
E entrando no segundo tipo, a saudade do recente, me pergunto, é melhor ter saudade do que se viveu?-Sim! Mas nossa realidade de jovens, termina tendo saudade de tudo, muito rápido. Tudo é descartavél, tudo é passageiro, seja uma marca de roupa ou de eletroeletronico, ou um sentimento, um momento da vida. É só olhar, por exemplo, como os modelos de carro mudam. Nossos pais tem o orgulho de dizer que sentem saudades do Opala, Jaguar, Sinca, Rural. E hoje? quantos de nos podemos dizer uma marca certa de carro, do qual sentimos saudades? Simplesmente as coisas passaram a ser descartáveis, passaram a não ser muito importantes na nossa vida, por que tudo passa, tudo é substituivél.
Vamos lá, já expliquei os sentidos desses tipos de saudade. Então me digam? Será que não é por isso, por tudo ser substituído, por tudo deixar de ser importante, e dos jovens não terem vivido momentos bons, que hoje eles se fecham em seus mundos e vivem sem dar muita atenção ao outro? Sem dar muita atenção ao que o cerca?
Nossa juventude é assim. Tem saudade, e sabe o que foi e é bom, mas aprendeu a não dar valor. E vivem em mundos fechados na sua própria vidinha, onde tudo o que importa é satisfazer seus próprios desejos.
Garanto a vocês, na época de meus pais, o casamento por exemplo, não era a instituição falida, que muitos consideram hoje. Ele passou a ser, pelo decorrer das coisas, das pessoas viverem olhando simplesmente para o seu próprio umbigo. Quero dizer com tudo isso, que se os jovens, reconhecessem que, o que foi bom, pode voltar a ser, entenderiam os limites necessários a vida, as morais, os conceitos, os paradigmas.
Nada na vida funciona sem limites, e se nos, de um jeito ou de outro, temos saudades pelo que não foi vivido por nós. Garanto que nossa natureza humana, sente e clama por limites!

Por. Irene Cavalcante